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Unimed Centro-Oeste Paulista traz auxílio no combate ao estresse

Atitudes diárias podem estimular os sentimentos positivos

16/05/2017 11:15 | Última Atualização 16/05/2017 11:15

Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa e Orientação da Mente (Ipom), a cada dez brasileiros, sete são diagnosticados com quadros de ansiedade. De acordo com a Dra. Manoela Baldelin, psiquiatra e médica cooperada da Unimed Marília, essa condição pode ser definida como uma reação a qualquer mudança e exige uma adaptação do corpo. "O estresse gera exaustão física e emocional, causa perturbação na homeostase desse equilíbrio físico e/ou psíquico, levando o organismo a se adaptar por meio de um aumento na liberação de adrenalina", explicou.

Assim, as emoções passam a influenciar o cotidiano do ser humano. "As tensões geram alterações fisiológicas, cognitivas e comportamentais e afetam diretamente o nosso modo de agir nas situações adversas e com os outros", esclareceu a especialista.

Segundo a psiquiatra, normalmente, frente a uma situação estressora, o organismo se prepara para uma reação (lutar ou fugir), o que irá determiná-la é a emoção que predomina perante à adversidade. Quando o ser humano vivencia situações estressoras, a sensação predominante é o medo e este compromete o modo como enfrentamos o problema, prejudicando o pensamento racional e objetivo para a tomada de decisão. Uma atitude assertiva diante deste cenário dependerá das condições cognitivas preservadas. Porém, quando submetidos a agentes estressores frequentes e intensos, há prejuízo no modo de avaliá-la, propiciando na tomada de decisões impulsivas e irracionais para se ver livre do desconforto emocional. 

Dessa maneira, o ser humano passa a vivenciar um círculo vicioso de emoções negativas (ansiedade, apreensão ou preocupação), já que uma pessoa pode sentir estresse em situações simples de sua vida, como o início ou rompimento de relacionamento, o nascimento de um filho, mudança de casa ou de emprego, entre outras.

A partir desse momento, começam a surgir as complicações na saúde, como alterações do corpo que servem de alerta. Dra. Manoela relatou alguns exemplos desses sintomas: palpitações, tremores, sudorese fria, aumento da atenção/hipervigilância, a diminuição da energia e da motivação, mal-estar (físico e/ou emocional) e a predisposição ao aparecimento de doenças clínicas e emocionais, como transtornos de ansiedade e de humor, entre outros.

Com isso, pode-se dizer que a pessoa está doente, por conta da sua evolução gradual mantida sob influência dos agentes estressores. Portanto, o estresse pode ser considerado o gatilho gerador da doença, o mantenedor ou ser responsável por seu agravamento. 

Virou doença e agora?

Antes de a doença se manifestar, a Dra. Manoela afirmou que há um período antecedente, no qual pode-se perceber uma mudança no padrão de funcionamento, seja por meio de um grau a mais de irritação ou na alteração no padrão de sono, por exemplo. Ao notar esses sinais, a médica indica que o indivíduo tente incluir mudanças prazerosas na sua rotina que minimizam a relevância do agente estressor.

Mas, atenção: isso pode levar um certo tempo, então, não tenha pressa. "O que costuma acontecer é que grande parte dos pacientes alteram tais mudanças temporariamente, por acreditarem que são passageiras. Porém, dessa forma, cada vez mais recursos negativos são mobilizados, o que culmina na escassez por fadiga, gerando prejuízos profissionais, familiares e sociais", informou.

Após esse estágio, é crucial que a pessoa procure auxílio médico, sendo o psiquiatra o profissional mais indicado. O tratamento para tais doenças envolve acompanhamento psicoterapêutico e psicofarmacológico, pois a combinação deles melhora ainda mais o prognóstico da doença, do que quando usados isoladamente.

Exemplos de atitudes relaxantes que favorecem a saúde: caminhada, atividades em meio à natureza (como cultivar hortas, plantas, cuidar de animais), massagens, ouvir música, entre outras.

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