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Unimed Lençóis Paulista entrevista especialista a respeito de suicídio

Número de mortes é maior do que por câncer ou AIDS

03/11/2016 13:49 | Última Atualização 03/11/2016 13:49

​A Unimed Lençóis Paulista conversou com a médica psiquiatra e psicoterapeuta Dra. Fátima Aparecida Pereira para explanar sobre o Setembro Amarelo. Ela reside e atua profissionalmente há 34 anos em Lençóis Paulista e constatou que a ocorrência de tentativas de suicídio têm aumentado nos últimos dois anos, na maioria entre pessoas sem história de tratamento psiquiátrico ou psicoterapia anterior. 

A Associação Internacional de Prevenção ao Suicídio (IASP) registrou o dia 10 de setembro como o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, e escolheu a cor amarela, por ser uma cor viva, que traz luz e de fácil visualização.

O tema veio à mídia com maior ênfase no Brasil em 2014, pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), após constatação pela OMS (Organização Mundial de Saúde) de que o Brasil é o 8º país com maior número de suicídios por ano. Estima-se que aconteça um suicídio a cada 45 minutos, aproximadamente, com estudos trazendo estimativas de 40 suicídios por dia no Brasil, chegando a 14.600 casos no ano.

Segundo a OMS, acontece 1 suicídio a cada 40 segundos no mundo. Somando, aproximadamente, um milhão de suicídios por ano, ainda considerando que não são todos os países que registram as ocorrências. 

Dra. Fátima explica que a situação é alarmante. "No Brasil, assim como no mundo, o número de mortes por suicídio é maior que por homicídio. Isso é, sem dúvida, alarmante, assustador e lamentável. Enquanto a morte ocorre por homicídio, na maioria das vezes a vítima se encontra em uma posição passiva e sem defesa, enquanto no suicídio a vítima é ao mesmo tempo a autora, o autor.

Em nosso país esse número vem aumentando, principalmente, entre os jovens, perdendo apenas para o número de mortes por acidente de trânsito. Morre-se mais por suicídio do que por câncer, AIDS ou outras Doenças Sexualmente Transmissíveis".

Segundo a OMS, 90% dos suicídios poderiam ser evitados, ou seja, nove em cada 10 mortes poderiam ser evitadas.

 

Médica alerta sobre a prevenção

Dra. Fátima comenta sobre como prevenir o suicídio. "Vamos considerar inicialmente o pensar em suicídio. Provavelmente muitos irão admitir que isso já chegou a passar pela cabeça, em situações críticas, em que não se vê saída, quando se sente no seu limite ou além dele, pressões externas intermináveis ou sentimento de solidão. Podemos admitir que o pensar em suicídio é próprio do ser humano, somos vulneráveis, temos sentimentos, e para cada um em particular isso tudo tem um peso. Mas se além de pensar, se planeja como executá-lo, já é considerada uma situação mórbida, momento em que se faz necessária toda ajuda possível".

Algumas pessoas podem ser portadoras de algum transtorno psiquiátrico, situacional ou crônico, como a depressão, a dependência química, o transtorno afetivo bipolar, a esquizofrenia e, provavelmente, se encontram em tratamento psiquiátrico e psicoterapêutico, em que esse risco deve ser investigado, sem preconceito. Sendo que, o maior objetivo é, justamente, de evitá-lo, seja por meio do desabafo, do conhecimento das situações pré-mórbidas, ajustando o esquema medicamentoso, aumentando o número de sessões psicoterápicas ou, até mesmo, associando com a ajuda dos familiares.

Em transtornos situacionais, como o fim de um relacionamento amoroso ou a morte de um ente muito próximo e querido, existem pessoas que chegam a pensar e a planejar o suicídio. Não podemos negar ou ignorar essa possibilidade, mas falar sobre isso, estar próximo dessa pessoa em alto risco. Familiares, amigos, colegas de profissão ou de classe, todos devem tentar ajudar.

Existe ainda outra situação mais grave, quando após pensar e planejar, o suicídio acontece por impulso. Alguma situação vivenciada naquele exato momento serve como "gatilho". Não é incomum as pessoas pensarem: "Quem quer se matar não avisa, não deixa bilhete" ou "só querem chamar a atenção". Grande engano, pois isso nada mais é do que um pedido de socorro. A pessoa precisa de atenção urgente! Nunca subestime uma tentativa de suicídio. Essa pode ser a oportunidade de conscientização da gravidade para evitar um suicídio.

Estamos vivendo com muita pressa, muitos sem saber para onde querem ir. Procurando algo para se satisfazer, na luta de querer ser feliz, mas não encontram. Cada vez mais solitários, individualistas, mesmo com incontáveis contatos em redes sociais, internet, não possuem qualquer tipo de ligação afetiva, com quem poderia contar a qualquer hora. Então, com quem poderiam encontrar apoio?

O Centro de Valorização da Vida (CVV) existe a mais de 50 anos, atuando em parceria com a Associação Internacional de Prevenção ao Suicídio (IASP), realizando trabalhos de grande porte e acessibilidade, e mesmo assim, o número de mortes por suicídio continua aumentando e, atualmente, é um grande problema de Saúde Pública.

Talvez esteja passando da hora de aderirmos a pequenos atos que podem fazer a diferença e mudar para melhor a vida de muitas pessoas, como se mostrar atencioso e preocupado com o outro.

Também é necessário que quem esteja pensando ou já planejando a própria morte, procure ajuda, sem a sensação de fracasso ou covardia. Na verdade, essa pessoa quer se livrar do sofrimento e se esquece que, ao contrário disso, está eliminando qualquer possibilidade de voltar a ser feliz novamente.

Em Lençóis Paulista, contamos com vários serviços interligados à saúde, que socorrem as pessoas em tentativas de suicídio, várias entidades que atuam no bem-estar social da população. Além disso, há outros meios que favorecem uma melhor qualidade de vida, como a prática de atividades físicas, a religiosidade, entre outros.​

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