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Unimed Lençóis Paulista realiza entrevista sobre Setembro Amarelo

Vamos falar sério sobre transtornos mentais?

23/09/2019 11:51 | Última Atualização 23/09/2019 11:51

​Estamos no Setembro Amarelo, período de alerta para a saúde mental. Motivados pela campanha, a Unimed Lençóis Paulista conversou com o Dr. Luis Otávio Justo, médico psiquiatra da cooperativa, que nos chama a atenção para os sintomas de depressão, ansiedade e outros transtornos.

Suicídio é consequência de transtornos mentais como a depressão?

Dr. Luis Otávio – O suicídio é uma questão que o médico psiquiatra tem que estar atento na rotina de atendimentos. Setembro é o mês escolhido para uma ação de divulgação sobre esta realidade, o chamado Setembro Amarelo. Clinicamente, quando se pensa a questão do suicídio consideramos que ele pode ser a fase final de uma doença, mas também pode ser o seu início. Às vezes a gente relaciona este comportamento com o paciente que está em tratamento contra a depressão há tempos e que, em algumas situações, aquela pessoa vê na própria morte a única saída e, então, comete o suicídio. Esta é uma, mas não a única das maneiras que podem acontecer o suicídio. Por exemplo, há situações em que também se chega ao suicídio pelo uso de drogas, quando a pessoa se desespera e tenta o suicídio no momento de vigência do efeito da substância. Há situações em que a decisão é tomada no impulso, sem qualquer planejamento prévio. A gente considera que o suicídio não é só o último estágio, porque ele pode ser o início da doença. O profissional habilitado em saúde mental, principalmente o psiquiatra, tem que buscar identificar quais são as pessoas que estão em risco de suicídio. Porque há tratamento específico em que se busca evitar esse comportamento do paciente. Pode ser o tratamento por medicamento, o tratamento adequado de uma depressão, da impulsividade ou até mesmo com internação do paciente.

Depressão tem cura? Ansiedade tem cura?

Dr. Luis Otávio – Felizmente, a resposta é sim e sim. Quando a gente fala que é o mal do século, na verdade a depressão é o mal de todos os séculos, porque sempre esteve entre os seres humanos. Acontece que antes não se tinha critérios de diagnóstico precisos. Estatisticamente, 20% da população mundial vai ter um episódio de depressão pelo menos uma vez na vida. Isso pensando somente em depressão. É muita gente. A porcentagem vai ser muito alta se considerarmos outros transtornos, como a ansiedade, por exemplo. Mas a medicina trata e cuida. A psiquiatria tem evoluído bastante, os tratamentos são mais tranquilos, envolvem o afeto com as pessoas e medicamentos de mais qualidade em relação a antigamente. Todo tratamento psiquiátrico procura devolver qualidade de vida para a pessoa, sua funcionalidade. Isso quer dizer vida normal com a família, ter bom sono, descansar e acordar disposto, voltar a ter alegria de viver. É isso que o psiquiatra tem por objetivo: cuidar bem dessa pessoa que precisa de ajuda profissional. Então, são doenças com possibilidade de cura. Há casos em que não se consegue 100% de melhora, mas podemos alcançar indicadores bem satisfatórios e que deixam a pessoa em um estado bem melhor que no início.

E a família em relação à pessoa com depressão?

Dr. Luis Otávio - A família fica sempre apreensiva sobre o que fazer quando uma pessoa entra em depressão. A indicação é cuidar dessa pessoa, dar atenção e presença a ela. Sem obrigar a pessoa a fazer coisa que ela não queira: sair, ir para salão cuidar de beleza, da aparência. Não deve ser assim. É fundamental respeitar o momento da pessoa que está doente, que gostaria de poder fazer todas coisas, mas não tem força para fazer. Se a pessoa prefere ficar deitada na cama, respeite isso. Mas cuide dela, dê carinho, leve a comida no quarto, ofereça atenção. E, o mais importante, leve a pessoa ao psiquiatra para que seja feito o diagnóstico, o acompanhamento para que ela melhore e volte a ter vida.

Alguma dica especial para pais de adolescentes e crianças?

Dr. Luis Otávio – A psiquiatria é uma ciência médica, com fundamentos sólidos. Os tratamentos são mais eficientes e os diagnósticos são mais precisos. No passado, havia poucos médicos clínicos, havia menos ainda médicos com conhecimento em psiquiatria. Algumas doenças não mudaram a prevalência. A esquizofrenia é uma delas. No passado existiam esquizofrênicos, autistas, etc, mas não se dava um diagnóstico preciso ou correto. Era tudo generalizado como loucos. Também não se tinha tratamento adequado. Depressão e ansiedade têm aumentado sua incidência na fase adulta quanto na adolescência. Todo mundo sabe que a rotina moderna é mais cansativa para adultos e crianças, existe muita cobrança sobre todos. É natural, porque os pais querem que os filhos sejam pessoas melhores. O problema é que as doenças acontecem e os fatores de risco aumentam a incidência. Como o pai pode observar isso no filho? Observando seu cotidiano, se é uma pessoa que interage com os amigos, se faz as atividades, que se comunica e se alimenta bem. Ou se existe uma quebra de funcionalidade. Se era uma pessoa divertida e mudou, se gostava de jogar futebol e perdeu o interesse, se recusa a sair e prefere isolamento no quarto. Não por um dia ou dois, mas por tempo prologando, semanas agindo assim. São sinais de alerta para procurar um psiquiatra, ajuda profissional porque pode ter alguma coisa acontecendo. Quanto antes a gente a cuida, antes a gente cura e melhor fica.

É bom lembrar que nem toda tristeza é uma doença.

Dr. Luis Otávio – Sim, nem tudo que acontece com a pessoa é um transtorno psiquiátrico. Acontecem brigas entre familiares, perdas de ente querido e outras situações momentâneas não quer dizer que vai culminar em um quadro de depressão ou que a pessoa entrará em ansiedade. As dificuldades da vida são naturais do ser humano, não significa que tudo vai virar transtornos mentais. Sim, é bom lembrar dos cuidados com o excesso de medicalização e diagnósticos. O profissional de saúde mental habilitado vai acompanhar esta pessoa e apresentar o diagnóstico. Lembrando que o medicamento nem sempre é o melhor tratamento. A terapia é muito importante, principalmente para as crianças e adolescentes por causa das mudanças do estilo e da qualidade de vida. A gente lembra que o remédio também faz mal e, por isso, é importante saber que o diagnóstico vale para cada caso específico. Tem que ter esse cuidado: procurar um bom profissional para se ter um bom diagnóstico e o correto tratamento.

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